Empreendedorismo e felicidade

PorPatrick Bastos

O empreendedor lida com diversas ferramentas de trabalho no dia a dia, seja um excel, seja um sistema de gestão de equipes, seja uma ferramenta de comunicação interna. Nessa linha, te pergunto: Por que não acrescentar a esse arsenal a tal da FELICIDADE?

Sim, muitas vezes a felicidade pode soar como algo abstrato, pois, o que é felicidade para alguns, pode não ser para outros. Pensando nisso, o objetivo desse artigo é te mostrar de forma prática e sucinta que o sucesso para se levantar nessa fase que estamos é conectar a felicidade ao empreendedorismo.

E agora, como fazer isso? Como você vem me falar de felicidade na situação em que estamos?

Antes de te falar o “como”, quero te falar o porquê. Por que ser feliz é tão importante para todos nós?
Em uma metanálise, um estudo de vários estudos, feita pela Universidade da Califórnia, Universidade de Illinois e Universidade do Missouri, foram analisados 225 estudos com mais de 275 mil pessoas e chegou-se à conclusão de que pessoas mais felizes possuem mais chances de ter excelentes relações de amizade, ótimos relacionamentos conjugais, salários maiores, melhor desempenho no trabalho, mais criatividade (excelente para você elaborar uma estratégia de vendas e marketing por exemplo), saúde, otimismo, energia do que aquelas pessoas que têm mais emoções negativas com frequência, ou seja, quem reclama constantemente.

Além disso, essa mesma metanálise revelou que profissionais felizes são, em média, 31% mais produtivos, vendem 37% a mais, e são três vezes mais criativos. Assim, para que você empreendedor seja mais produtivo, aumente seus resultados financeiros e seja melhor em achar novas estratégias e gerar novos resultados, recomendo usar esse instrumento eficaz que é a felicidade.

Nesse momento você até pode estar inclinado a ver alguma praticidade nessa tal felicidade. Para te ajudar com esse movimento, conto para você que um dos cursos mais populares de Harvard é sobre a ciência da felicidade (recomendo a leitura do livro “O jeito Harvard de ser feliz”) e o curso mais popular na universidade de Yale. Isso pode nos trazer alguma conclusão.

Vou te mostrar outro dado interessante. Um artigo científico publicado por três grandes pesquisadores (Sonja Lyubomirsky, Kenon Sheldon, David Schkade) revelou que o sucesso está nas nossas escolhas diárias. A pesquisa nos mostra que 50% da nossa felicidade é genética. Outros 10% apresentam ligação com as circunstâncias da vida (casado, solteiro, cargo profissional, filhos, qual cidade mora etc.). Por fim, 40% da nossa felicidade está nas atividades que escolhemos realizar no dia a dia.

Leitor, como você escolhe as suas ações no dia a dia? Sim, a situação está complicada para muitos, mas o que você está realmente fazendo para mudar? Isso não é para te deixar incomodado, mas sim para te aliviar. Essa pesquisa mostra que uma boa parte da felicidade está sob nosso controle, são as chamadas atividades intencionais.

Você deve estar se perguntando nesse momento: “mas tem muitos problemas na empresa que não dependem de mim, estão fora do meu controle. Como então ser mais feliz se, por exemplo, dependo de decisões de outras pessoas, de clientes me passarem as informações corretas, de fornecedores adimplentes, e de, até mesmo, a epidemia passar?”.

➔ dica prática de como colocar as suas escolhas em prol da sua felicidade e ser um empreendedor mais feliz e produtivo:
Foque na responsabilidade das suas ações diante do problema.
Quando você condiciona a sua felicidade/produtividade/sucesso à fatores externos, que não dependem de uma atitude sua, você fica refém de algo que não tem controle e se frustra com muito mais facilidade, pois tais fatores não estão dentro das suas atividades intencionais.
Vou deixar mais claro.

O hábito número 1 do livro “7 hábitos das pessoas altamente eficazes” do Stephen R. Covey é: “Seja Proativo”. Ele mostra que existem dois tipos de postura: a reativa e a proativa. A reativa (chamada pela psicologia de lócus de controle externo) geralmente usa das seguintes frases: “não há nada que eu possa fazer”, “sou assim e pronto”, “a epidemia veio e não tem nada no meu controle” “ele(a) me deixa louco”. Já a proativa (chamada de lócus de controle interno) geralmente expressa frases como: “vamos procurar alternativas”, “posso tomar outra atitude”, “posso controlar meus sentimentos”, “vou me reinventar”.

A postura reativa geralmente responde à estímulos como: “se ele foi grosso, eu sou grosso” e assumem uma postura de vítimas que colocam a culpa em tudo e em todos não assumindo as responsabilidades de focar na SUA própria iniciativa. Por outro lado, a postura proativa toma a iniciativa, não significando ser abusado, desagradável ou agressivo, e sim reconhecer a RESPONSABILIDADE de fazer com que as coisas aconteçam.

Diante disso, vimos o quanto a felicidade impacta em muitos aspectos, inclusive na nossa performance. Vimos também que boa parte da nossa felicidade está nas nossas atividades intencionais (nossas escolhas). Assim, eu questiono: para que você ache melhores soluções para o momento atual, tenha mais clareza, tenha mais conexão e paciência com os colegas de trabalho, qual postura você prefere ter?

Patrick Bastos
Sócio no Advogado do Futuro e no Recanto Desenvolvimento
www.advogadodofuturo.com
www.recantodesenvolvimento.com

Patrick Bastos

Patrick Bastos

Sócio no Advogado do Futuro e Recanto Desenvolvimento

Advogado. Aprovado em concursos públicos. Atuante nas áreas civil, trabalhista e previdenciária. Especialista em Direito Material e Processual do Trabalho pela Ematra IV. Formado em liderança pela Master Class e Criatividade pela Keep Learning School. Professor e instrutor de habilidades comportamentais em todo o Brasil para mais de 3 mil pessoas.